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Mulheres de peito

Em 2009, já no final do ano, numa tarde qualquer, sentada organizando alguns materiais tinha me dado conta de que nunca tinha pensado em fazer um auto exame. Pensei: Por que não agora?
Então pela primeira vez na vida, no auge dos meus 25 anos, me auto examinei. Para minha surpresa e leve “desespero” naquele momento senti um caroço no meu seio. Pedi que meu esposo tentasse, e ele também sentiu algo – de fato tem uma bolinha aí, melhor ir ao médico.

Agendei uma consulta, esperei temerosa e ansiosa e fiz a consulta. A médica pediu um ultrassom no mesmo dia, com uma observação de “urgência” no pedido, o que me abalou ainda mais. Feito o exame no mesmo dia, veio o esclarecimento de que realmente tinha um caroço no meu peito, se não bastasse um, eram dois, mas aparentemente eram nódulos benignos, nada que devesse me tirar o sono.
A partir daí fui encaminhada para uma consulta com mastologista para acompanhamento (tudo pelo SUS).
Já em meados de abril de 2010, passadas algumas consultas e exames de acompanhamento uma médica detectou um crescimento muito rápido daquele nódulo mesmo que benigno e decidiu pedir uma biopsia para encaminhar a uma cirurgia.
Medrosa, mas confiante nas orientações até ali recebidas, fiz todos os procedimentos até chegar ao Centro de Mastologia do Hospital São Paulo onde a partir da consulta para biopsia, recebi autorização para cirurgia, pois o caroço de fato tinha crescido bastante em pouco tempo.
Fiz a cirurgia, recebi muitas orientações sobre o assunto e passei a fazer acompanhamento nesse Centro de Mastologia, pois retiraram os dois nódulos maiores, mas ficaram alguns “remanescentes” descobertos no meio do caminho (rsrsrs).
Neste lugar ouvi tantas histórias de tantas mulheres e e percebi que essa questão do câncer de mama é mais comum do que eu imaginava. Graças a Deus não foi o meu caso, mas me abriu os olhos para todos os cuidados que nem pensava em ter. E ainda mais, na capacidade de tantas mulheres se “refazerem” após uma dura realidade que muitas vezes chegou de surpresa.
Ali puder ver que ainda que frágeis, delicadas e muitas vezes mutiladas por essa doença, muitas mulheres renovavam sua beleza e força ao enfrentarem de peito aberto aquela situação, compartilhando suas histórias e principalmente suas vitórias.

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