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YES, WE CAN! O sacrifício nunca será maior que a recompensa!

 

No último feriado estive no Rio de Janeiro e sim, ele continua lindo e cada vez mais apaixonante! Confesso que meu coração ficou lá, não só porque amo sol, praia, biquíni, gandaia (HAHHAHA), mas porque senti uma atmosfera totalmente nova por lá. Meu ser literalmente se encheu de paz, alegria e força com cada experiência que tive em terras cariocas.

No domingo, meus amigos e eu decidimos ir à famosa Pedra do Telégrafo pra avistar a cidade do alto e, obviamente, tirar uma daquelas fotos ‘radicais’.

Acordamos um pouco atrasados porque quem viaja em galera sabe que nunca se dorme cedo. Na realidade, mal se dorme. Sempre um assunto puxa o outro, papo vai, papo vem e quando vê já são 4h da madruga.

Mas, planos feitos e bora pra Barra de Guaratiba. Colocamos tudo no carro e partimos. Mal sabia eu que esse dia, além de épico, me traria grandes lições pra vida!

O dia estava incrível. 40°C fácil! Céu limpo. Sol escaldante. Chegamos à parte baixa, onde é o limite dos carros, e já estava lotado. Estacionamos e o senhor simpático do estacionamento logo advertiu: são pelo menos 40 minutos de trilha até a Pedra, mas depende do passo de cada um.

Começamos a trilha e encontramos dois rapazes extremamente cansados descendo e nos alertaram: – tá bem longe! A gente desistiu porque a fila pra tirar foto é de pelo menos duas horas e subir nesse sol é desumano!

Ficamos paralisados por alguns segundos, mas o objetivo era apenas um: chegar à Pedra do Telégrafo. Agradecemos o alerta e continuamos. A trilha, que começou um pouco íngreme, começou a piorar e parecer mais uma parede de escalada que uma trilha em si. Mas força! Temos um alvo!

Estávamos em cinco, Ari, Thami, Thati, Rafa e eu. Mas cada um tem um ritmo e a Thami há alguns anos fez uma cirurgia no coração e não podia encarar o mesmo ritmo da Thati e meu, que corremos diariamente. Decidimos nos separar pra que quem conseguisse chegar primeiro já pegasse a fila e assim todos ganhássemos tempo.

No percurso, não faltaram pessoas pra nos desanimarem com comentários: “ainda falta muito! A fila lá em cima está o dobro do que quando chegamos!” e coisas do tipo. Por outro lado, também encontramos várias pessoas dizendo: “Força! O pior já passou! Vocês estão quase lá!”. Decidimos ouvir só as vozes que nos empurravam pro nosso destino.

Aproximadamente uma hora depois chegamos lá! Cansados? Muito! Desidratados? Provavelmente! Satisfeitos? Ainda não. Queríamos chegar até a famosa Pedra. Fomos orientados a pegar a fila que estava demorando em média três horas. Bora! Já estamos aqui e não vamos desistir!

Uma hora depois a fila mal tinha andado e a Thami e a Ari chegaram. Comemoramos como quem comemora uma Copa do Mundo! HAHAHAH. Sim! Elas se superaram! Elas chegaram lá! Mas ainda havia uma fila pra encarar, mas todos juntos seria mais fácil.

Nas horas de espera, fizemos amigos na fila. Demos risada. Dividimos nossa água com o pessoal que estava à nossa frente. Demos risadas. Fizemos vídeos. Até que finalmente chegou nossa vez!

Minhas mãos começaram a suar frio. Não parecia tão seguro assim. Uma moça antes de nós chorou ao olhar pra baixo e ficou em cima da pedra paralisada pelo MEDO.

Me veio a vontade de desistir, afinal, eu seria a pessoa a ficar na ponta com uma perna pro ar em cima daquela pedra que de um lado tem ‘suporte’ e do outro abismo. O medo veio tentar me paralisar também, porque é isso que o medo faz: paralisa. Mas pêra! O sacrifício não seria maior que a recompensa! Coragem!

Subimos e YEAHHH! Conseguimos! Lá em cima veio a ousadia e a leveza da liberdade! O Rio visto do alto é muito mais lindo! A adrenalina da aventura e a sensação de alegria ao chegarmos ao nosso destino estampou o sorriso em nossos rostos que foram registrados nas fotos.

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Bati meu joelho na pedra por brincar de aventureira e o resultado é um hematoma gigante. Mas tudo bem! O pessoal quase me carregou no colo na descida e arrumaram gelo pra me ajudar (tenho os amigos mais fofos da vida!).

As lições que tirei disso tudo é que a vida diz mais respeito à nossa jornada que ao nosso destino final! E na jornada sempre vão haver vozes tentando nos paralisar. Mas também vão haver vozes nos empurrando pro nosso destino. Cabe a nós escolher a quem devemos ouvir.

Também aprendi que a jornada é individual, mas ao mesmo tempo coletiva. Ou seja, cada um deve respeitar seus limites e correr no seu tempo, mas mesmo dentro do nosso próprio tempo quando olharmos pro lado sempre nos veremos rodeados de quem amamos nos impulsionando a chegar lá e nos fortalecendo, seja dividindo sua água, seja segurando a mão, ou apenas estando ali. Chegar ao nosso destino final sozinhos não faz sentido! Bom é ter alguém pra celebrar conosco! Pessoas precisam de pessoas! Cerque-se de amigos que te instigam a ir além!

Descobri o que é a superação. Como falei, a Thami tinha um agravante pra não subir no nosso ritmo, mas ela respeitou seu tempo e não desistiu! O ser humano é extremamente forte e adaptável! Se a gente fixar no alvo, nossas limitações serão vencidas e veremos que sim, sempre dá pra ir além!

E por último, a alegria de chegar aonde queremos chegar é indescritível! Não importa o quão suado seja, o quanto teremos que nos sacrificar: o sacrifício jamais será maior que a recompensa!

Lembrei completamente de um texto bíblico (Hebreus 12:2-3) que fala sobre Jesus diante do sacrifício que seria morrer naquela cruz: “Mantenham os olhos em Jesus, que começou e terminou a corrida de que participamos. Observem como Ele fez. Porque Ele jamais perdeu o alvo de vista — aquele fim jubiloso com Deus. Ele foi capaz de vencer tudo pelo caminho: a cruz, a vergonha, tudo mesmo. Agora, está lá, num lugar de honra, ao lado de Deus. Quando se sentirem cansados no caminho da fé, lembrem-se da história dEle, da longa lista de hostilidade que Ele enfrentou. Será como uma injeção de adrenalina na alma!”.

Mantenha seus olhos no alvo. Aproveite a jornada. Faça amigos, se fortaleça, se divirta. E se prepare pra recompensa! <3

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9 comentários sobre “YES, WE CAN! O sacrifício nunca será maior que a recompensa!

  1. Foi legendary sim e já estou com muita SAUDADE! Obrigada por trazer alegria, ensinamentos e sucesso pro nosso feriadão. Foi épico!

  2. Para qualquer pessoa comum seria apenas uma aventura, mas para uma pessoa com o olhar apurado e um espírito elevado foi um momento de aprendizado, de realização e superação. Continue transformando detalhes em textos deliciosos de ler.

    1. Ahhh, que linda! Obrigada, Thati! Pelo comentário e pela companhia nessa aventura! Pessoas são inspiradas por pessoas, e vocês me inspiram demais! :)

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